Argentina proíbe desembarque de cruzeiro.

19/03/2020

Argentina proíbe desembarque, e cruzeiro pode vir para o Brasil

O governo da Argentina proibiu nesta quinta-feira (19) o desembarque de 1.720 passageiros do cruzeiro Coral Princess, diante do fechamento de fronteiras decretado no último fim de semana, como forma de conter a propagação do novo coronavírus.

De acordo com o Ministério do Interior, a embarcação chegou por volta de 1h30 (local e de Brasília) no porto de Buenos Aires. Agentes sanitários avaliaram todos os passageiros e constataram que nenhum deles apresentavam sintomas condizentes com infecção pelo novo coronavírus.

No entanto, apenas os 42 argentinos que estavam no cruzeiro puderam desembarcar, sendo que todos ficarão em isolamento obrigatório por 14 dias por terem passado por países considerado de risco pelo governo local – China, Coreia do Sul, Japão, Irã, todos da Europa, Estados Unidos, Chile e Brasil.

Os demais 1.720 passageiros não puderam descer, devido o fechamento de fronteiras, que tem como única exceção para o caso de pessoas que estão em trânsito, ou seja, se dirigirão para outros destinos.

Fontes do Ministério do Interior apontaram que entre as alternativas estudadas, está a de orientar a tripulação do cruzeiro a se dirigir para o Brasil,onde os voos internacionais não estão suspensos e todos os passageiros poderão retornar para casa.Na Argentina, segundo último balanço, 97 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus, e três pessoas morreram.

Cuidados com o corona.

18/03/2020
 O primeiro princípio é o distanciamento social, sempre que possível evitar o contato, sair à rua. Se não for possível, é pensar que sempre que tocar o botão do elevador, o dinheiro e outras coisas do dia a dia, a mão está suja, como se ela tivesse encostado a lama ou o chão, e é preciso higienizá-la. A gente não vai levar esta mão à roupa, não vai pegar o celular, muito menos levar esta mão ao rosto, coçar olho, chupar dedo. Esta é a virada — diz o médico infectologista Guilherme Cortes.
A seguir, dicas individuais práticas para se proteger em casa, no trabalho e no caminho entre eles:

Em casa

  • Organize suas necessidades para reduzir o número de saídas previstas. Tem que ir ao mercado ou à farmácia? Se possível, faça os pedidos em casa e já abasteça a despensa — sem exageros ou pânico — para momentos mais críticos de circulação de pessoas.
  • Coma em casa e cozinhe, sempre que possível. Pedir comida é uma alternativa aos restaurantes, mas até o que vem de fora traz riscos.
  • Mantenha a limpeza da casa em dia. Desinfete objetos e superfícies tocados com frequência, como brinquedos e maçanetas. Um desinfetante de uso geral já é suficiente para limpar chão, paredes e lixeiras. Álcool 70% também é eficaz na higienização de objetos.
  • Aumente a frequência de troca de roupas de cama e tolhas. Para lavá-las, sabão em pó e água são suficientes. Ar-condicionado: limpe os filtros com água e sabão. Enxágue, deixe secar e recoloque. Não compartilhe objetos de uso particular, como toalhas, maquiagens, copos e talheres.
  • Evite o uso de áreas comuns, não use as piscinas e não leve as crianças para o playground. A princípio, espaços abertos não são problemáticos para transmissão aérea, mas em um playground, as superfícies vão estar infectadas, as crianças tocam os brinquedos e podem se contaminar.
  • Chegou da rua? Retire os sapatos, bolsa e mochila e os deixe do lado da porta, evitando a circulação destes objetos pelos espaços. Vá direto ao banheiro, tome banho. As roupas usadas devem ser lavadas, sem reutilização.
  • Diante de algum sintoma da doença, fique em casa e comunique seu gestor para saber como proceder.

No percurso do trabalho


  • Evite o transporte público. Se a distância for pequena e você puder ir a pé ou de bicicleta, melhor.
  • Se o transporte público for inevitável, evite o horário de pico para usá-lo. Se ele estiver cheio e puder esperar, aguarde o próximo.
  • Tente se manter distante das outras pessoas, busque os bancos vazios.
  • Abra ou incentive a abertura das janelas, para que o ar circule. O mesmo vale para transportes como táxi, Uber e similares.
  • Use o álcool gel a cada vez que encostar na barra do ônibus ou qualquer superfície de uso comum. Principalmente antes de levar a mão ao rosto.
  • Na impossibilidade de usar o álcool gel após tocar em uma superfície pública, não leve a mão ao rosto. E nem pegue o celular.
  • Encontrou um amigo no caminho? Sem beijos e abraços, ele vai entender.
  • Cubra a boca e o nariz com lenço descartável quando tossir ou espirrar.

No trabalho

  • A ideia é se distanciar. Nos lugares de coworking, privilegie o distanciamento entre as cadeiras.
  • Trabalhe, sempre que possível, com as janelas abertas.
  • Priorize o uso de ferramentas para a realização remota de reuniões e eventos.
  • Quando a reunião presencial for necessária, busque ambientes bem ventilados ou ao ar livre.
  • Evite compartilhar computadores, mesas, assentos e outros objetos. Se não for possível, higienize-os e lave as mãos depois.
  • Se possível, saia do trabalho mais cedo para usar o transporte público fora do horário de pico.

Dicas O Globo

Restaurantes reforçam delivery .

18/03/2020

Diante da queda do movimento nos bares e restaurantes por causa da epidemia de coronavírus, muitos estabelecimentos estão apostando no delivery para reduzir o prejuízo. Algumas casas de Belo Horizonte e da região metropolitana já planejam fechar temporariamente as portas e manter apenas o serviço de entrega de comida em casa, que evita aglomerações de pessoas e, assim, diminui o risco de contágio da doença. De acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhorb), a estimativa é de queda de 50% no faturamento do setor apenas neste mês.

O Mocca Coffee and Meals, em Nova Lima, na região metropolitana, estabeleceu um preço de 20% a 30% menor nos pratos executivos de almoço para pedidos no delivery e, a partir da próxima semana, a ideia é fechar as portas e trabalhar apenas com entrega a domicílio. Nesta semana, houve queda de cerca de 50% no movimento.

"Estamos adotando medidas de prevenção como a maioria dos restaurantes: aumentamos o espaçamento entre as mesas, colocamos álcool gel em alguns pontos, disponibilizamos talheres de plástico, criamos um cardápio virtual e desligamos o ar-condicionado, deixamos tudo aberto. Mas, com esse aumento de casos de coronavírus, os funcionários ficam expostos, precisam pegar ônibus, e vamos parar por um tempo", afirma a proprietária Adriana Martins Gomes. Segundo ela, a expectativa é fechar a unidade física por cerca de 15 dias. "Se isso continuar por mais tempo, vai ser difícil", completa.

A partir da próxima semana, a Bitaca da Leste, no bairro Santa Tereza, na região Leste da capital, vai oferecer almoço, petiscos e sanduíches por delivery. O estabelecimento também vai preparar opões de comida congelada e kits com produtos da mercearia própria. “Estamos nos organizando para atender via delivery ou para as pessoas buscarem na loja, na tentativa de manter a casa funcionando e de continuar a oferecer uma opção de comida com afeto e ingredientes locais. Acreditamos que as pessoas vão precisar de opções para além da pizza e do hambúrguer", diz o proprietário da casa, Luiz Paulo Mairink. Para preservar a saúde de funcionários e clientes, a Bitaca da Leste também estuda a possibilidade de fechar o atendimento direto ao público.

Nesta semana, o Outback anunciou a chegada do serviço de delivery a Belo Horizonte, nas unidades do Boulevard Shopping, BH Shopping e Pátio Savassi – a implantação do modelo de entrega de comida em casa já era planejada e prevista antes da pandemia de coronavírus. Os pedidos podem ser feitos pelo iFood, e os clientes pagam o mesmo valor cobrado nos restaurantes, com adição da taxa de entrega. “Além dos momentos especiais vividos em nossos restaurantes, também vamos oferecer todas as delícias na comodidade de casa ou do trabalho”, afirma Flávio Mattos, sócio regional do Outback Steakhouse.

O Cabernet Butiquim, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul da capital, também está investindo em uma diversidade maior de pratos e opções de delivery para atender os clientes. A casa adotou, ainda, medidas de prevenção, como distância maior entre as cadeiras.

O presidente do Sindhorb, Paulo César Pedrosa, diz que a tendência, no momento, é o delivery. Mas ressalta que a medida não é suficiente para manter os estabelecimentos em funcionamento. "Temos que ver as medidas que os governos vão adotar em relação às contas de água e luz, IPTU e outros impostos. Apenas neste mês a queda prevista é de mais de 50% do faturamento, as empresas já estão demitindo", afirma.

Ele ressalta que, em Belo Horizonte, o setor gera em torno de 45 mil empregos diretos. A entidade propõe medidas como redução salarial e concessão de férias coletivas durante a crise do coronavírus. "Se nada for feito, enxergo, em 90 dias, uma quebradeira do setor", diz.

Jornal O Tempo

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